sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A HISTÓRIA REAL DA VIDA DE ABRAÃO...!



A HISTÓRIA VERDADEIRA DA VIDA DE ABRAÃO...!
AUTOR:
David Pessoa.




O presente trabalho foi feito em torno de uma pregação evangélica realizada pelo Teólogo Ubirajara, da Igreja Batista do Alto José do Pinho, bairro de Casa Amarela, Cidade do Recife, na noite de 27-08-2009.



Gostei do tema que você escolheu e é exatamente por isto que eu resolvi escrever algumas palavras a respeito do velho Patriarca Abraão no sentido tão somente de enriquecer ainda mais o teu currículum Cristão – Amém!



PRIMEIRO:
A história real da vida de Abraão ninguém sabe falar a respeito. Quando eu digo ninguém, é porque ninguém mesmo pode se dá ao luxo de dizer: eu sei. A Bíblia começa a falar de Abraão já aos seus 75 anos de idade. Não era mais nenhum adolescente, nenhum rapazinho ou mesmo nenhum homem adulto. Era já um ancião se considerarmos a realidade da sociedade em que vivemos. É justamente no momento em que Deus pela primeira vez fala com o Patriarca e manda ele sair daquela terra dos Caldeus, na Babilônia, berço da humanidade e de toda história Bíblica. Ali foi o palco principal de tudo quanto nós sabemos hoje. Mandando-o ainda deixar toda a sua parentela.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

OS ARREBATAMENTOS



( Entrevista entre o material e o imaterial ) 03-02-2010.

DAVID PESSÔA: Você acredita que o Profeta Elias foi mesmo Arrebatado e levado ao Céu em um carro de fogo ?

RESPOSTA: Não..!

Se você afirma não acreditar, tudo bem. Então se explique, mas dentro dos textos bíblicos:


1 - O homem Cristão tem que saber que toda e quaisquer pergunta que verse sobre espiritualidade ou santidade do ser material tem que ser apreciada e respondida segundo os ensinamentos que Jesus nos deixou, e na segunda hipótese, ser cuidadoso na leitura do livro Sagrado.

2 O livro de II-Reis, cap. 02, v.1, traz como título meramente fantasioso: “ ELIAS É ELEVADO AO CÉU NUM CARRO DE FOGO “.

2.1 Ora, Eliseu tinha conhecimento que naquele dia o Senhor arrebataria da terra o Profeta Elias e por essa razão, para todo e qualquer lugar que Elias seguisse, atrás dele vinha também Eliseu. Então o Senhor mandou um carro de fogo para separá-los e assim foi feito e os dois realmente ficaram cada um de lado oposto, quando vem um grande REDEMUNHO e o arrebata, isto é, arrasta Elias para o Alto. ( Isto verdadeiramente aconteceu ).

2.2 Bem, como você viu, Elias não viajou de carruagem de fogo para o Céu, mas, dentro de um Redemunho. Naquela época haviam na terra várias escolas de formação e preparação de Profetas e nos parece que uma dessas escolas fora criada pelo grande profeta Samuel, da qual fazia parte também Elias.

2.3 Posteriormente ao Arrebatamento de Elias, os filhos dos Profetas ( creio que essa expressão filhos, quer dizer: os jovens estudantes que se preparavam para o Ministério da profecia ) procuraram Eliseu e se prostraram aos seus pés, rendendo-lhe obediência porque esse Profeta ficaria ocupando o lugar que pertencia a Elias e pediram permissão para irem procurar o Profetas Elias em outras cidades, pois, talvez ele estivesse em algum outro lugar da terra. Na verdade os jovens estudantes de profetas acreditavam que o Espírito do Senhor tivesse deixado Elias em outro lugar. Devido a insistência dos jovens, Eliseu terminou por ceder e logo autorizou a busca sobre o paradeiro de Elias. Esses jovens eram cinqüenta homens valentes e escolhidos pelos profetas de Deus. ( II-Reis, cap. 2, v.15,16 e 17 ).

2.4 Ora, se os filhos dos Profetas, também seguidores de Elias queriam procurar o seu mestre em várias cidades ou em vários lugares, com certeza não acreditaram que ele teria ido para o céu. E, se o Profeta Eliseu concordou em que os jovens fossem procurá-los em outras partes, também não estava muito seguro da estada de Elias no Céu. ( II – Reis, 2:17 ).

3. Não quero adentrar-me mais neste relato porque é muito profundo e com certeza o jornal não teria espaço suficiente para conter toda a matéria, porém, quero só adiantar que havia um apóstolo de Jesus ( depois da morte do nosso mestre maior ) cujo nome era FELIPE, que depois que batizou o EUNUCO, mordomo e guardador de toda riqueza da Rainha da Etiópia, de nome CANDACE, o Espírito Santo de Deus Arrebatou FELIPE da cidade em que estava e ninguém nunca mais o viu. ( Atos 8:39 ). Posteriormente, Felipe fora visto numa cidade distante por nome de AZOTO em sua missão especifica de evangelizar ( Atos 8:40 ) E, assim, irmãos, podemos confirmar que a Expressão ARREBATAMENTO não significa que o profeta ou o apóstolo ou quem quer que seja tenha subido para o céu.

3.1 Já pensaram se a cultura daquela época fosse a de hoje, onde os aviões sobem até depois das nuvens como se estivessem subindo para o Céu ? Onde hoje, lá em cima, bem longe das nuvens, como encostado ao céu, existe uma estação espacial onde se investiga o nosso sistema planetário ? Onde o homem inclusive já chegou a pisar até na lua ?

3.2 Porém irmãos, o respaldo que o autor deste trabalho tem para escrever tal fato é justamente naquele que não falha, que não mente, não se engana, estou me referindo ao Filho unigênito do Deus todo Poderoso, o Senhor Jesus Cristo. É irmãos, foi o próprio Jesus quem nos falou que ninguém, mas ninguém mesmo subiu ao céu. Vamos parar um pouquinho para transcrever o que está escrito no livro do Apóstolo João, capítulo 3:13... “ ORA, NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU, O FILHO DO HOMEM, QUE ESTÁ NO CÉU... “

3.3 Então, quando Jesus disse que ninguém subiu ao Céu, é porque ninguém mesmo subiu lá para o alto, nem Adão, nem Noé, nem Enoque, nem Abraão, nem Jacó, nem Isaque, nem Moisés, nem Davi, o Rei de Israel, nem Elias, Nem Isaias, nem Salomão e nem ninguém da terra teve o privilégio de subir ao Céu.

4. Então se pergunta: Se existiu realmente o Arrebatamento, para onde foi o Profeta Elias ? RESPOSTA: Com certeza para alguma nação longínqua onde Deus tinha preparado seus planos para uma nova missão que seria exercida por aquele grande homem de Deus, semelhante ao que fez acontecer com o Apóstolo FELIPE, registrado em Atos 8:39.

Suponho que estas explicações sejam suficientes para que todos entendam. Caso queiram um esclarecimento melhor e mais aberto basta ligar para (81) 3441.4256, ou (81) 9957.6058 ou escrever para davidpessoa@yahoo.com.br

Irmão na fé, David Pessoa de Barros, o menor dentro da Igreja. Em, 03-02-2010. ( leia também: prov. 30:4 e João 6:33,34 ).


Saudações Cristães.



DAVID PESSÔA DE BARROS.

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A INFÂNCIA DE JESUS...!

A INFÂNCIA DE JESUS CRISTO:
EVANGELHO APÓCRIFO DE SEGUNDO TIAGO )



INTRODUÇÃO


Apresentamos, numa versão modernizada, textos considerados apócrifos e que trazem importantes informações a respeito da vida de Cristo, preenchendo lacunas até então criadas pelos Evangelhos constantes da Bíblia. Estes textos retratam os acontecimentos que precederam o nascimento de Cristo, contando a história de Maria e da natividade, além da história da infância do Senhor Jesus, no Evangelho de Tomé. Há também excertos do Livro da Infância do Salvador, onde a vida de Jesus, dos cinco aos doze anos, é retratada.


Vale lembrar que numa outra obra desta coleção, o Evangelho de São Pedro, a Infância de Cristo é apresentada na sua íntegra, mostrando fatos e passagens importantes da vida do Senhor Jesus, nos seus primeiros anos. Os textos chamados de apócrifos são aqueles não incluídos pela Igreja no Cânon das
Escrituras autênticas e divinamente inspiradas. Como foi feita essa seleção, até hoje a Igreja não explicou adequadamente. Se inspirados ou não, são relatos dos primeiros tempos do Cristianismo, importantes para quem deseja conhecer a fundo essa religião.


A NATIVIDADE


Este livro, apesar de conhecido como o Evangelho de Tiago ou Proto-Evangelho de Tiago, tem sua autoria desconhecida. Publicado em fins do século XVI, não se sabe exatamente ainda qual a época em que foi escrito, mas os maiores estudiosos dos Livros Apócrifos afirmam que é anterior aos Quatro Evangelhos Canônicos, servindo, em muitos aspectos, como base para estes. O Proto-Evangelho de Tiago conta a vida de Maria, seu nascimento de Ana e Joaquim, considerados estéreis, de como foi sua educação no Templo até a sua puberdade, como se deu a escolha de seu futuro esposo, José, velho, viúvo e pai de seis filhos: Judas, Josetos, Tiago, Simão, Lígia e Lídia.

Continua, narrando a concepção e a virgindade, que se manteve após dar à luz o Salvador, numa caverna. Fala da estrela misteriosa e radiante, que guiou os magos até a caverna e da nuvem de luz que pairou sobre o local, na hora em que o Senhor Jesus nascia. Narra, também, a participação da parteira que testemunhou a virgindade de Maria, após o nascimento do Senhor E cita o testemunho de uma parteira que constatou a virgindade-de Maria após dar à luz.


PROTO-EVANGELHO DE TIAGO


Segundo narram as memórias das doze tribos de Israel, havia um homem muito rico, de nome Joaquim, que fazia suas oferendas em quantidade dobrada, dizendo:  O que sobra, ofereça-o para todo o povoado e o devido na expiação de meus pecados será para o Senhor, a fim de ganhar-lhe as boas graças. Chegou a grande festa do Senhor, na qual os filhos de Israel devem oferecer seus donativos.

Rubem se pôs à frente de Joaquim, dizendo-lhe:

Não te é lícito oferecer tuas dádivas, enquanto não tiveres gerado um rebento em Israel. Joaquim mortificou-se tanto que se dirigiu aos arquivos de Israel, com intenção de consultar o censo genealógico e verificar se, porventura, teria sido ele o único que não havia tido prosperidade em seu povoado.



Examinando os pergaminhos, constatou que todos os justos haviam gerado descendentes. Lembrou-se, por exemplo, de como o Senhor deu Isaac ao patriarca Abraão, em seus derradeiros anos de vida. Joaquim ficou muito atormentado, não procurou sua mulher e se retirou para o deserto. Ali armou sua tenda e jejuou por quarenta dias e quarenta noites, dizendo: Não sairei daqui nem sequer para comer ou beber, até que não me visite o Senhor meu Deus. Que minhas preces me sirvam de comida e de bebida.

Ana lamentava-se e gemia dolorosamente, dizendo: Chorarei minha viuvez e minha esterilidade. Chegou, porém, a grande festa do Senhor e disse-lhe Judite, sua criada: Até quando vais humilhar tua alma? Já é chegada a festa maior e não te é lícito entristecer-te. Toma este lenço de cabeça, que me foi dado pela dona da tecelagem, já que não posso cingir-me com ele por ser eu de condição servil e levar ele ao selo real.

Disse Ana:

Afasta-te de mim, pois que não fiz tal coisa e, além do mais, o Senhor já me humilhou em demasia para que eu o use. A não ser que algum malfeitor o haja dado e tenhas vindo para fazer-me também cúmplice do pecado. Replicou Judite: — Que motivo tenho eu para maldizer-te, se o Senhor já te amaldiçoou não te dando fruto de Israel...? Ana, ainda que profundamente triste, despiu suas vestes de luto, cingiu-se com um toucado, vestiu suas roupas de bodas e desceu, na hora nona, ao jardim para passear. Ali viu um loureiro, assentou-se à sua sombra e orou ao Senhor, dizendo: Ó Deus de nossos pais! Ouve-me e bendize-me da maneira que bendisseste o ventre de Sara, dando-lhe como filho Isaac!

Tendo elevado seus olhos aos céus, viu um ninho de passarinhos no loureiro e novamente lamentou-se dizendo:

— Ai de mim! Por que nasci e em que hora fui concebida? Vim ao mundo para ser como terra maldita entre os filhos de Israel. Estes me cumularam de injúrias e me escorraçaram do templo de Deus. Ai de mim! A quem me assemelho eu...? Não às aves do céu, pois elas são fecundas em tua presença, Senhor. Ai de mim! A quem me pareço eu...? Não às bestas da terra, pois que até esses animais irracionais são prolíficos ante teus olhos, Senhor. Ai de mim! A quem me posso comparar...? Nem sequer a estas águas, porque até elas são férteis diante de ti, Senhor. Ai de mim! A quem me igualo eu...? Nem sequer a esta terra, porque ela também é fecundada, dando seus frutos na ocasião própria e te bendiz, Senhor.


Eis que se lhe apresentou o anjo de Deus, dizendo-lhe: Ana, Ana, o Senhor escutou teus rogos! Conceberás e darás à luz e de tua prole se falará em todo o mundo.



Ana respondeu:


Viva o Senhor meu Deus, que, se chegar a ter algum fruto de bênção, seja menino ou menina, levá-lo-ei como oferenda ao Senhor e estará a seu serviço todos os dias de sua vida.
Então vieram a ela dois mensageiros com este recado:

Joaquim, teu marido, está de volta com seus rebanhos, pois que um anjo de Deus desceu até ele e lhe disse que o Senhor escutou seus rogos e que Ana, sua mulher, vai conceber em seu ventre.

Tendo saído Joaquim, mandou que seus pastores lhe trouxessem dez ovelhas sem mancha.
Disse ele: — Estas serão para o Senhor.

Mandou, então separar doze novilhas de leite, dizendo: — Estas serão para os sacerdotes e para o sinédrio.
Finalmente, mandou apartar cem cabritos para todo o povoado.

Ao chegar Joaquim com seus rebanhos, estava Ana à porta e, ao vê-lo chegar, pôs-se a correr e atirou-se ao seu pescoço dizendo: Agora vejo que Deus me bendisse copiosamente, pois, sendo viúva, deixo de sê-lo e, sendo estéril, vou conceber em meu ventre. Então Joaquim repousou naquele dia em sua casa.

No dia seguinte, ao ir oferecer suas dádivas ao Senhor, dizia para consigo mesmo: — Saberei se Deus me vai ser favorável se eu chegar a ver o éfode do sacerdote.

Ao oferecer o sacrifício, observou o éfode do sacerdote, quando este se acercava do altar de Deus, e, não encontrando pecado algum em sua consciência, disse: — Agora vejo que o Senhor houve por bem perdoar todos os meus pecados. Desceu Joaquim justificado do templo e foi para casa. O tempo de Ana cumpriu-se e no nono mês deu à luz. Perguntou à parteira: — A quem dei à luz ? A parteira respondeu: — Uma menina. Então Ana exclamou:

Minha alma foi enaltecida — e reclinou a menina no berço.


Ao fim do tempo marcado pela lei, Ana purificou-se, deu o peito à menina e pôs-lhe o nome de Maria.

Dia a dia a menina ia robustecendo-se. Ao chegar aos seis meses, sua mãe deixou-a só no chão, para ver se sustentava-se de pé. Ela, depois de andar sete passos, voltou ao regaço de sua mãe. Esta levantou-se, dizendo: — Salve o Senhor! andarás mais por este solo, até que te leve ao templo do Senhor.

DAVID PESSÔA DE BARROS.


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DÍZIMO NÃO É UMA PRÁTICA CRISTÃ...!

DÍZIMO NÃO É UMA PRÁTICA CRISTÃ...!

TRABALHO SOBRE DÍZIMO
Dezembro de 2009.


INTRODUÇÃO:
O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?

Uma primeira constatação é que não há, no Novo Testamento, nenhum parâmetro mínimo estipulado para a contribuição. O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta: Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for. (1 Co 16.1-2) Nos capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios, Paulo desenvolve seu ensino acerca das contribuições.

Estes textos se referem à alegria da contribuição, à generosidade, à liberalidade, à presteza em ofertar: E isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. (9.6) ... porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. (8.2) Pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos. (8.4) ... assim, como revelastes prontidão no querer, assim a leveis a termo, segundo as vossas posses. (8.11) porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio... ( 9.2)


Não vemos nenhuma referência a uma contribuição mínima que é obrigatória – o dízimo – e a partir daí, ofertas voluntárias. Ao contrário, o ensino de Paulo, é que se a contribuição não for voluntária, não deve ser dada: Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor; (8.8) Porque, se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem. (8.12) Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. 9.7 Ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres (...) se não tiver amor, nada disso me aproveitará. (1 Co 13.3). Ofertas voluntárias são o método de contribuição do Novo Testamento: E sabeis também vós, ó filipenses, que, no início do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja se associou comigo no tocante a dar e receber, senão unicamente vós outros; porque até para Tessalônica mandastes não somente uma vez, mas duas, o bastante para as minhas necessidades. Não que eu procure o donativo, mas o que realmente me interessa é o fruto que aumente o vosso crédito. Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. (Fp 4.15-18)


Paulo usa a figura dos sacrifícios vetero-testamentários com relação às ofertas: as ofertas dos filipenses foram, diante de Deus, “como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”. Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as cousas boas aquele que o instrui (Gl 6.6). Paulo, aqui, faz referência à obrigação de dar sustento àqueles que se afadigam no ensino da Palavra. Ensino repetido em 2 Tessalonicenses 5.12: Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. E mais detalhado em 1 Coríntios 9: Não temos nós o direito de comer e beber? (v 4) Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? (v 6 – Paulo refere-se ao trabalho secular). Se nós vos semeamos as cousas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? (v 11) Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E que serve ao altar do altar tira o seu sustento? (v 13). A referência aqui é a Dt 18.1, que permite aos levitas comer partes dos sacrifícios oferecidos no Templo.



De fato, existe o direito bíblico (do qual Paulo abriu mão, pelo menos com relação aos coríntios – 1 Co 9.15 – e aos tessalonicenses – 1 Ts 2.7,9; 2 Ts 3.8-9) de os pregadores pastores- mestres serem sustentados pelas suas congregações: Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho. (v 14)...Porém não há referência a dízimos. Algumas outras citações, entre muitas: ... compartilhai as necessidades dos santos. (Rm 12.13) ... façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé. (Gl 6.10) Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. (Ef 4.28) Exorta aos ricos do presente século ... que ... sejam ... generosos em dar e prontos a repartir (1 Tm 6.17,18). Note-se o ensino consistente e positivo do Novo Testamento a respeito da generosidade, da liberalidade, da prontidão em repartir. A contrapartida negativa temos nas muitas advertências a respeito da avareza: O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera (MT 13.22). Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui. (Lc 12.15)


Sabei, pois, isto: nenhum ... avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. (Ef 5.5) Porque nada temos trazido para o mundo, nem cousa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. 1 Tm 6.7-10 Seja a vossa vida sem avareza. (Hb 13.5) Esta é a doutrina. Isso é o que devemos ensinar. O que passar disso pode ser considerado ensino bíblico? Jesus ensinou a prática do dízimo? Argumenta-se que Jesus ensinou que devemos dar o dízimo em Mateus 23.23: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas!



Note-se: obedecer os preceitos mais importantes da lei, sem omitir o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, é o que Jesus afirma. De fato, esta afirmação de Jesus nos remete à discussão sobre a Lei e a Graça, o Velho e o Novo Testamento, a Antiga e a Nova Aliança. Não ignoramos a profecia de Jeremias: Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá... (31.31). Esta profecia foi lembrada pelo autor de Hebreus que ensina a respeito de Jesus como Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas (8.6), e completa: Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer (8.13). Paulo afirma o mesmo com outras palavras: De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio (Gl 3.24-25). Sabemos que há dois testamentos, duas alianças – uma antiga, que já passou, e uma nova, que vigora. Mas, quando começou a vigorar a nova aliança, o novo testamento? Hebreus responde: Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador. (Hb 9.16-17) Oh! que significado tem as palavras de Jesus na última ceia: porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. (Mt 26.28). Vemos, assim, que os evangelhos retratam acontecimentos da antiga aliança. Poderíamos dizer que o Antigo Testamento se estende até Mateus 27.50 quando “Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito.


Dessa forma, podemos entender muitas passagens do NT: Em Lc 1.15 o anjo Gabriel consagra João Batista ao nazireado, conforme Nm 6.3. Em Lucas 2.21 Jesus é circuncidado obedecendo o disposto em Levítico 12.3; Em Lucas 2.22 Maria se purifica conforme estabelecido em Levítico 12.4; Em Lucas 2.23 os pais de Jesus oferecem o sacrifício prescrito em Levítico 12.6-8; Em Mateus 8.4 Jesus manda um leproso fazer o sacrifício prescrito em Levítico 14; Em Lucas 19.8 Zaqueu se submete duplamente à pena estabelecida em Êxodo 22.9; Em Mateus 17.24 Jesus paga o imposto estipulado em Êxodo 30.11-16 Em Mateus 26.17 Jesus e os discípulos cumprem o requerido em Êxodo 12.1-27. Entendemos, então, que enquanto Jesus vivia, a Lei Mosaica estava em vigor. Como entender Mt 8.4, onde Jesus ordena a apresentação de um sacrifício de animal ao que havia sido curado de lepra? É necessário que façamos isto hoje? Evidentemente que não. Da mesma forma, quando, em Mt 23.23, Jesus ordena aos fariseus que dêem o dízimo do cominho, da hortelã e do endro, devemos entender que eles estavam debaixo da mesma aliança mosaica que obrigou o leproso a cumprir o ritual de Levítico 14. Há, portanto, nos relatos dos evangelhos, um aspecto de transição entre o que é e o que há de vir. Por isso é preciso cuidado para não impor sobre o Novo Israel prescrições relativas ao Antigo Israel. Pois não estais debaixo da lei e sim da graça (Rm 6.14).



O DÍZIMO ESTÁ ACIMA DA LEI...? 



Existe uma passagem em Gênesis 14.20 – E de tudo lhe deu Abrão o dízimo – que é usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da lei. Eis o argumento: Abrão deu o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, antes da Lei ser estabelecida. Logo o dízimo é antes da Lei. Portanto o dízimo perdura após o fim da Lei. Tomemos outra passagem para testar a validade da argumentação acima – Gn 7.10: Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Em Gn 17.23-27 vemos Abraão circuncidando-se a si, a Ismael, e a todos os homens de sua casa.



Argumentemos: Abrão circuncidou-se antes da Lei ser estabelecida. Logo a circuncisão é antes da Lei. Portanto a circuncisão perdura após o fim da Lei. Temos, assim, verificado que se este argumento é procedente para validar o dízimo, é da mesma forma procedente para justificar a prática da circuncisão. Uma preciosa norma de interpretação afirma que um texto descritivo pode ilustrar uma doutrina, porém não pode ser base de doutrina. Porém é freqüente cair neste erro. Toda a doutrina pentecostal do batismo com o Espírito Santo esta assentada sobre o livro de Atos – descritivo por excelência. Usando textos descritivos grupos sectaristas ensinam, por exemplo, o lava-pés (Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros – Jo 13.14); que a Ceia deve ser celebrada com pão asmo (cf. Mt 26.17-19; Ex 12.1-27 - Jesus usou também vinho e não o suco de uva que a maioria das igrejas usa atualmente); que o batismo só é válido quando feito em rio – “rios de águas correntes” é a expressão usada (Mt 3.6). Kenneth Hagin, o fundador da “teologia” da prosperidade erige um verdadeiro arranha-céu doutrinário sobre uma única afirmação de Jesus: Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco(Mc 11.24). Portanto, se é correto que não se pode basear doutrina sobre texto descritivo, tanto Mt 23.23 quanto Gn 14.20 ficam invalidados para se justificar a prática atual do dízimo.



O Dízimo e a Lei Mosaica:


Trazei todos os dízimos... (Ml 3.10). Nenhum profeta do Antigo Testamento criou doutrina nova. A síntese do que diziam pode ser resumida na seguinte sentença: Voltem para a Lei. Em outras palavras: lembrem-se do que Moisés vos prescreveu. De modo que, se queremos saber mais a respeito do dízimo devemos nos voltar para suas prescrições no Pentateuco. E é aí que encontraremos algumas surpresas: - Em Lv 27.30-33 aprendemos que os dízimos são Santos ao SENHOR. - Em Nm 18.21ss aprendemos que os dízimos são herança dos Levitas. - Porém em Dt 12.5ss e 14.22ss aprendemos a respeito da dinâmica da entrega dos dízimos: eles eram comidos e bebidos pelo próprio ofertante e sua família no Templo, diante do SENHOR, numa celebração alegre e festiva: A esse lugar [o Templo] fareis chegar os vossos ... dízimos... Lá comereis perante o SENHOR, vosso Deus, e vos alegrareis... (12.6,7) Se o caminho até o Templo fosse longo, o israelita poderia vender o seu dízimo e, chegando a Jerusalém, comprar tudo o que deseja a tua alma: vacas, ovelhas, vinho ou bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR, teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua casa. (14.26).



Repetidamente há a recomendação de não desamparar o levita (12.12, 18, 19; 14.27). E, finalmente, no capítulo 14 uma ordem especial: Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem. (v 28-29) Portanto vemos claramente que somente de 3 em 3 anos o dízimo era entregue integralmente aos levitas. Nos anos restantes ele era consumido alegremente “perante o SENHOR” pelo próprio ofertante, por sua família e por muitos convidados, num grande banquete. Em Ne 13.10-12, vemos a restauração da prática do dízimo no Judá pósexílio. Ali está a referência aos “depósitos” onde eram armazenados os dízimos. A que prática olvidada pelo povo Malaquias estava se referindo? A tudo o que acabamos de descrever do livro de Deuteronômio. Portanto, se quisermos usar o profeta para restaurar a prática do dízimo, não podemos omitir os textos Mosaicos a que ele está Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9) www.monergismo.com se referindo, pois uma boa norma de hermenêutica diz que um texto não pode significar para nós o que não significou para os seus destinatários originais.



O Dízimo e os Profetas



A esta altura uma pergunta se faz necessária: é correto que um texto do Antigo Testamento de modo geral ou um texto de alguns dos profetas seja usado como base para se ensinar a prática ou a abstenção de algum preceito? Alguns respondem que sim, desde que se trate da lei moral, a qual continuamos obrigados a cumprir e não da lei cerimonial essa sim, revogada. Mas, como fazer tal distinção? Exemplifiquemos com o conhecido texto do profeta Isaías (capítulo 58) sobre o jejum aceitável a Deus: Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? ... Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? É moral ou cerimonial o que escreve o profeta? E o final do discurso quando Isaías afirma: Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no SENHOR. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do SENHOR o disse.



Guardar o sábado é moral ou cerimonial...? Freqüentemente aquilo que parece cerimonial  está inextrincavelmente ligado ao que, sem dúvida, é moral. Não comereis cousa alguma com sangue, não agourareis, nem adivinhareis. Não cortareis o cabelo em redondo, nem danificareis as extremidades da barba (Lv 19.26). Não contaminarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se... guardareis os meus sábados... não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos. Lemos, também, que Deus quis matar Moisés porque este não havia circuncidado seus filhos (Ex 4.24-26) e que a pena de morte era prescrita para quem não guardasse o sábado (Ex 31.14-15). Para o judeu comer comida kosher (pura), guardar o sábado, circuncidar a si e seus filhos e usar barba era tão moral quanto não consultar necromantes ou adivinhos e não prostituir sua filha. Portanto, como justificar que usar Malaquias 3.10 para se requerer a prática do dízimo é legítimo e não é legítimo usar Isaías 58.13 para se exigir a guarda do sábado? Por que critério Malaquias 3.10 é atual e não Malaquias 4.4? “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo, a qual lhe prescrevi em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.” E, se Malaquias 3.10 continua vigorando, onde o Livro Santo nos autorizou a alterar a prática do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés? Calvino e a mordomia5 Calvino, nos Comentários aos Cinco Livros de Moisés, nos trechos referentes às primícias, aos dízimos e às oferendas escreve que estas prescrições têm um significado 5 Calvino deixou em sua vastíssima obra, valiosos e densos comentários sobre a vida material: riquezas, propriedades, trabalho, descanso, banqueiros, empréstimos, impostos, diaconia, remuneração, etc. Para quem quiser se aprofundar neste assunto recomendo.


Assim, comentando a exigência do imposto do templo (Ex 30.16) ele escreve: Deus os taxou todos a uma e a mesma soma, a fim de que, desde o maior até o menor, cada qual, qualquer que fosse o seu estado ou qualidade, reconhecesse que Lhe pertencia inteira e totalmente. E não é de maravilhar, visto que era esse (como se diz) um direito pessoal e as faculdades não se creditam a que o rico, de fato, contribuísse mais do que o pobre, mas antes, que o tributo era pago igualmente pessoa por pessoa. Comentando o texto de Mt 17.24 ele acrescenta: Sabemos que a Lei lhes impunha pagar cada um anualmente meio estáter e que Deus, que os havia resgatado, era para eles o Rei Soberano. Ou seja, para Calvino, este imposto simboliza a redenção que Jesus efetua em favor de cada pessoa do seu povo. Da mesma forma, comentando sobre as primícias, “Calvino afirma que São Paulo mostra que se a oferta das primícias, como rito, foi abolida, guarda-nos, todavia, o significado espiritual.”6 Sem a cerimônia, permanece ainda a verdadeira observância, quando nos exorta ele a glorificar o nome de Deus, até mesmo no beber e no comer (1 Co 10.31)7



Comentando o voto de Jacó em Gn 28.22 (E, de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo), Calvino escreve: Os atos externos não caracterizam os verdadeiros servidores de Deus, são apenas subsídios de piedade.8 Comentando 2 Co 8.8, o reformador escreve: Verdade é que, por toda parte, ordena Deus que acorramos a ajudar os irmãos em suas necessidades; mas, verdade é também que nenhuma passagem há em que nos defina a soma, quanto lhes devemos dar, a fim de que, feita estimativa de nossos bens, repartamo-los entre nós e os pobres; nem, de maneira semelhante, onde nos obriga a certas circunstâncias, nem de tempo, nem de pessoa, nem de lugar, mas à regrada caridade nos conduz.9 No entanto, Calvino não deixa de enfatizar aquilo que já vimos: o ensino a respeito da generosidade e a precaução contra a avareza: A vontade liberal é agradável a Deus tanto do pobre quanto do rico... verdade é que é bem certo que devemos a Deus não apenas uma parte, mas, afinal, tudo o que somos e tudo o que temos. Entretanto, segundo Sua benevolência, até esse ponto nos poupa, que Se contenta desta comunicação que o Apóstolo aqui ordena. O que, pois, ensina ele aqui é um relaxamento, por assim dizer, daquilo a que somos obrigados no rigor do direito. Contudo nosso dever é estimular-nos a nós mesmos a darmos com freqüência. Não há temer que sejamos exageradamente descomedidos neste aspecto, pelo contrário, há é o perigo de sermos demasiado sovinas.10 Ainda comentando 2 Co 8.8, Calvino acrescenta: Ora, esta doutrina é necessária contra um bando de visionários que pensam que nada havemos feito, se não nos despojamos inteiramente para termos tudo em comum. Na verdade, tanto fazem por sua fantasia, que ninguém pode dar ajuda em boa consciência. Eis porque é preciso observar-se diligentemente a moderação de São Paulo, a saber, que nossa ajuda seja agradável a Deus, quando de nossa abundância acorremos à necessidade dos irmãos, não de tal maneira que tenham a ponto de regurgitarem, enquanto nós ficamos na condição de 6 Biéler, op. cit. p. 473, negrito acrescentado.



7 Sermão de Calvino sobre Dt 14.21-28, negrito acrescentado. 8 Comentários aos Cinco Livros de Moisés 9 Comentários ao Novo Testamento 2 Co 8.8, destaque acrescentado. 10 Idem Monergismo.com – “Ao Senhor pertence a salvação” (Jonas 2:9) www.monergismo.com necessitados, mas antes, que do nosso distribuamos segundo o permite nossa própria capacidade, e com alegria de coração e ânimo disposto.11 Conclusão Todos os presbiterianos, por ocasião de sua profissão de fé, ouvem as seguintes palavras: Crê que as Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento são a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática dada por Ele à sua Igreja, e que são falsas e perigosas todas as doutrinas e cerimônias contrárias a essa palavra, e todos os usos e costumes acrescentados à simples lei do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo? Ao que respondemos: Creio O que devemos fazer? A confissão que fizemos nos lembra que tudo o que é extrabíblico é, na verdade, anti-bíblico, que qualquer imposição que se revele sem raízes nas Escrituras deve ser considerada falsa e perigosa, mesmo que tenha sido instituída com propósitos elevados. O dízimo tradicionalmente praticado pelos evangélicos é bíblico? Se não for não podeser legitimamente exigido de nenhum membro.



Já se afirmou que se o dízimo for extinto a igreja perderá o seu sustento. Ora, este não é um argumento bíblico. Respondemos que a doutrina bíblica nunca prejudicará a vida da igreja e que a verdade jamais será perniciosa; pelo contrário, se tivermos a determinação de ensinar que os membros são livres para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem dá com alegria, que devemos ser generosos, guardar-nos da avareza, ser prontos em repartir, acumular tesouros no céu... Deus responderá derramando sobre a Sua igreja bênçãos sem medida. Amém..!
POSTADO POR

DAVID PESSÔA DE BARROS
Um Pesquisador bíblico.


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DEZEMBRO DE 2009.
Postado por David Pessoa de Barros Bíblico às 04:12 0 comentários

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FANATISMO OU RELIGIÃO...?

FANATISMO OU RELIGIÃO...?


FANATISMO DENTRO DAS RELIGIÕES:

INTRODUÇÃO:

Mas o pior mesmo é quando, além da divulgação de conceitos errados a respeito do Julgamento da humanidade, apresenta-se conjuntamente um "salvador da calamidade" e/ou "transmissor de novas revelações". E isso também vem de longe. No apocalíptico ano de 1666, um judeu chamado Shabetai Zevi declarou ser o messias, anunciou que a redenção estava próxima e escolheu doze discípulos para serem juízes das tribos de Israel... Foi entusiasticamente aceito por judeus em todo o mundo.

Em 1759, um tal Jacob Frank sugeriu que era Deus encarnado e angariou grande quantidade de adeptos...

No início de 1814, uma senhora inglesa de 64 anos, chamada Joanna Southcott, anunciou que estava grávida do Espírito Santo e daria à luz, no dia 19 de outubro de 1814, uma criança divina de nome Shiloh, que seria o segundo messias. Esta data marcaria também o fim do mundo e o Juízo Final. Para convencer os incrédulos, Joana pediu para ser examinada por 21 médicos, dos quais 17 declararam que ela estava realmente grávida.

Maurice Chatelain conta o desenrolar do drama: "Então a exaltação religiosa não teve mais limites. Milhares de fanáticos instalaram-se diante da casa onda ela morava e começaram uma longa vigília de orações, na espera do nascimento da criança sagrada que os iria salvar das labaredas do inferno. Muitos deles caíram de cansaço e houve inclusive três que morreram no local. Finalmente veio o dia 19 de outubro, mas o messias não chegou. Chamaram então os médicos, que constataram que Joanna nunca estivera grávida, mas gravemente doente, tanto da cabeça como do corpo. Ela morreu, aliás, dez dias depois, e seus discípulos pensaram que a volta do messias, o fim do mundo e o Juízo Final haviam sido transferidos para mais tarde."

Em 1984, um grupo de protestantes, se uniram e criaram uma seita. Seu fundador era o belga Luc Jouret, era também neu-nazista. O grupo era cristão e também conhecido como a segunda vinda de Cristo e os Cavaleiros Templários. Alega-se que uma criança foi sacrificada por que pensaram ser ela o anticristo e isto verificou-se em 1994. Dias depois ele e mais umas dúzias de seguidores cometeram suicídio. Isto tudo foi na França e hoje os franceses consideram a organização criminosa.
No início do século ( 1.900 ) os adeptos da seita russa "Irmãos e Irmãs da Morte Vermelha" estavam certos de que o fim do mundo ocorreria no dia 13 de novembro de 1900. Convencidos de que deveriam suicidar-se, 862 deles decidiram morrer na fogueira. Quando a polícia chegou, já havia uma centena de irmãos carbonizados.
Ainda na década de 60, astrólogos hindus chegaram à conclusão de que o mundo acabaria em 4 de fevereiro de 1962, por conta de uma conjunção do Sol, da Lua e mais 5 planetas. Segundo Maurice Chatelain, milhões de crentes caíram de joelhos, implorando à deusa Chandi Path que os poupasse e fazendo queimar quase duas toneladas de manteiga para apaziguar sua cólera. Como nada aconteceu na data estipulada, concluíram que a deusa atendera suas preces.
Em outubro de 1992, o profeta Lee Jang-Rim levou cem mil fiéis da Igreja Missionária Dami, na Coréia, a esperar pelo minuto final, previsto para a meia-noite. Uma chuva incandescente cairia sobre o planeta, nuvens carregadas de dragões desceriam à Terra e os seus seguidores ascenderiam ao céu. Jang-Rim acabou processado pelos fiéis, 46 dos quais pelo menos haviam doado a ele todos os seus bens.
POSTADO PELO PESQUISADOR BÍBLICO

DAVID PESSÔA DE BARROS.



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ABRAÃO PAGOU DÍZIMO AO SENHOR...?

 
ABRAÃO PAGOU O DÍZIMO AO SENHOR ?

AUTOR
DAVID PESSÔA.

INTRODUÇÃO:


Era costume dos povos da terra, especialmente entre os pagãs, entregar dez por cento ( 10% ) do lucro ou daquilo que se ganhassem de quaisquer transação ( uma espécie de dízimo ). José, quando tornou-se governador do Egito e, com o pensamento igual ao de um Economista e querendo ajustar a economia daquele País, criou o quinto ( 5º ), semelhante ao que os portugueses criaram aqui no Brasil, na época do Brasil-Império, sobre o ouro, os diamantes, os brilhantes e todos os demais tipos de pedras preciosas.

José distribuiu terras para toda a população do Egito para plantarem grãos, verduras, frutos e tudo mais que fosse de alimento humano. José distribuiu ainda sementes e deu outras condições para que o povo agricultor plantassem o que bem quisesse plantar.. E, assim plantaram feijão, milho, mandioca e todos os demais tipos de cereais necessário para o alimento humano, inclusive legumes e frutas.

De tudo que fossem plantados e colhidos, a quinta ( 5ª ) parte seria paga ao Governador do EGITO. E assim, a abundância foi tanta que foram precisos construírem galpões gigantes nos arredores das cidades egípcias para armazenarem a grande quantidade de alimentos arrecadados do povo agricultor. Quando a fome surgiu no mundo, principalmente no alto e baixo oriente, o Egito foi o único país do mundo que estava pronto para enfrentar os ditames da natureza. ( Os sacerdotes do Egito eram sustentados e pagos pelo Governo, tinham casas e terras como suas propriedades ).

VAMOS FALAR DO DÍZIMO DE ABRAÃO:


A verdade descrita na Bíblia e principalmente na parte que se registra o dízimo de Abraão para Melquisedeque, eu compreendo de maneira diferente. Os quatro reis comandados por Quedorlaomer, rei de Elão, que fizeram Guerra contra cinco(5) reinos estavam devastando a terra com seus poderosos exércitos. No meio dessa batalha sanguinária, de longe, estava o nosso patriarca Abraão assistindo sem contudo se intrometer naquela briga. ( Gen. 14:1-2 ).

Dias depois, aparece um mensageiro vindo da terra de Sodoma procurando Abraão para lhe fazer ciente que o rei Quedorlaomer invadiu aquele pais ( SODOMA ) e o destruiu, levando cativo Ló, ( seu sobrinho ), suas mulheres, seus filhos, seus criados, seus gados e toda sua riqueza. Quando Abraão ouviu a notícia, agradeceu e foi se preparar para salvar das mãos do rei agressor o seu querido sobrinho. Escolheu entre seus servos, trezentos (300) homens e de madrugada partiram comandando-os e foram ao encontro do rei Quedorlaomer. Na batalha Abraão se saiu vitorioso e resgatou todos os bens sbtraídos e a família completa de Ló, além de outras riquezas tomadas do citado rei do Elão. ( Gen.14: 12,13 e 14 )

Na volta para casa, o rei de Salém, Melquisedeque, sendo sabedor da valentia de Abraão e de sua grande vitória, resolveu o parabenizá-lo pessoalmente e tão logo o encontrou o abençoou e lhe deu pão e vinho. Em troca Abraão o agradeceu lhe dando também dez por cento ( 10% ) dos despojos dos mortos da guerra. ( Gen. 14: 18,19 e 20 )

Uma outra parte dos despojos foi dividida entre os seus guerreiros. A parte da riqueza de Ló foi devolvida integralmente. Dele nada foi retirado. De tudo quanto restou, Abraão entregou ao Rei de Sodoma sem também querer receber nada como pagamento. ( Gen. 14: 21, 22, 23e 24 ) Vamos comentar o texto:

COMENTÁRIO-1 - A Bíblia não se aprofunda nesse homem chamado Melquisedeque. Ora, Abraão era peregrino na terra de Canaã e se dedicava exclusivamente a cuidar dos rebanhos que possuía. Rebanhos de gados, de cavalos, de carneiros, de bodes e de tantas outras criações. Era na verdade um fazendo muito rico. Temente a Deus desde quando vivia na terra dos Caldeus, na Babilônia, muito embora não se registre na Bíblia muitos feitos espirituais desse grande homem chamado Abraão. Apesar de ser chamado de Profeta, Profeta ele nunca foi.
RESPONDA PO QUÊ...?

O QUE É SER PROFETA ? Profeta é um mestre infalível com autoridade para falar em nome de Deus. É quem faz profecias anunciando em nome do Senhor acontecimentos futuros. Era também chamado de VIDENTE como o foi Samuel, devido o seu viver, e a sua pureza de espírito, vindo daí a sua visão celestial.

SER PROFETA era ser alguém ensinado e preparado por Deus para anunciar o que Ele determinasse e nunca silenciar diante dos homens. As missões dos Profetas eram confirmadas através de sinais. ( Deut.18:18-19 ) Um dos maiores Profetas registrado na Bíblia Sagrada foi Moisés, depois dele, só mesmo Jesus, o Filho de Deus.

E, por essas razões, apesar de respeitar o que a maioria pensa e fala a respeito de Abraão, eu só registro o grande momento de sua provação de Fé, quando obedeceu à voz de Deus para sacrificar o próprio filho Isaque como holocausto. ( Gen. 22: 1-12 ).. Os demais momentos de sua história são fatos corriqueiros na vida de qualquer ser humano. Muitas mulheres ( Sara. Agar e Quentura ) estas são as que estão registradas no livro sagrado e muitos filhos. Não encontro elementos capazes de fazer de Abraão um grande Profeta como muitos afirmam. ( Verdadeira loucura o gesto de Abraao. E se por ventura não fosse o póprio Deus quem estivessse falando em seu nome...? )

MELQUISEDEQUE segundo os estudiosos era Rei de uma cidade chamada Salém, na terra de Canaã, a terra que Deus mais tarde determinou que se matasse todos os seus ocupantes por ser terra ocupada por homens pecadores. Veio ao encontro de Abraão por se sentir maravilhado pela derrota daquele rei perverso que estava destruindo vários reinos visinhos e agora o via derrotado pelas forças de Abraão. Quem não gostaria ?

( essa terra chamada Salém não se encontra registrada na história de Josué, como terra resgatada dos cananeus ).

AINDA MELQUISEDEQUE: - Se era Rei de Salém, tenho uma leve impressão que se tratava da terra ocupada pelos Jebuseus e que Josué determinou a invasão para retirar eles ( os Jebuseus ) dali. A tribo encarregada para esta missão, foi a tribo de Judá. Esta terra depois passou a se chamar Jerusalém, depois da conquista. ( Josué 15:8 ) E ainda, se registra que os JEBUSEUS procederam de CANAÃ, filho de NOÉ. ( Gen. 10:16 ). E, mais: A terra dos Jebuseus foi qualificada por Deus como uma das terras que “ MANA LEITE E MEL “ ( Êxodo 3:8 ). Quanto ao fato de não saber a identificação completa de Melquisedeque, não quer isto dizer ser ele Sacerdote do Deus Altíssimo, pois, Jesus se identificou como Filho de Deus, o anjo que apareceu na montanha e que da Sarça que ardia falava para Moisés, também se identificou como Deus. O Anjo que apareceu a Maria disse chamar-se Gabriel; o anjo que se apresentou a ZACARIAS, profeta da ordem de ABIA que falou sobre o nascimento de João Batista, também se identificou. Até Moisés e Elias quando vieram visitar Jesus se deixaram se identificar para Pedro e João que estavam próximo ao local ( monte da transfiguração ).
GOSTARIA DE SABER: O Profeta Elias procedeu de qual família ? Quem eram seus pais ? Qual era a sua genealogia ?

QUAL era a genealogia de JABES ? Aquele que fez uma oração à Deus pedindo que aumentasse os seus bens ? E que a Biblia registra que tudo quanto ele pediu Deus o atendeu. ( 1ª Crônicas 4:9-10 ).

QUAL ERA a genealogia de CUSITA, a Etiópia, a segunda mulher de Moisés ? Quem eram seus pais ? como chegou ela até Moisés, sendo ela da África ? ( Etiópia é um pais africano ).

CONCLUINDO: Alguém poderá dizer que isto são falhas da bíblia ? Eu vos digo que não. Nós evangélicos sabemos que a bíblia não é um livro comum ou um livro de qualquer história universal onde o historiador ou historiadores escrevem o que vê, o que encontra ou o que querem escrever. As vezes escrevem pela imaginação a fim de florear a mente de seus leitores. A bíblia é um livro real onde se registra somente o que aconteceu e mesmo assim, se trata de uma síntese e não de tudo quanto realmente já se verificou no mundo da humanidade. Ora, se a bíblia fosse registrar todas as coisas verificadas, com certeza não tinha caminhão no mundo que coubessem tantos livros sagrados.

DA CRENÇA E DA FÉ: O homem de Deus, que crer piamente em Jesus como sendo nosso eterno salvador não pode se deixar enganar ou se deixar se influenciar por qualquer acontecimento. Basta nós crentes lembrar-mos de todos os ensinamentos de Jesus. “ Não vos deixe se enganar “. As referências bíblicas existente no Novo Testamento sobre Melquisedeque não quer dizer que tudo quanto foi escrito no passado em relação ao rei de salém, se é que foi rei, seja verdadeiro. Os apóstolos, os discípulos de Jesus, os Judeus, liam as Escrituras e faziam suas próprias interpretações, o que é comum, como hoje eu também as faço, por isto Jesus por várias oportunidade nos disse: “ Examinai-vos as Escrituras “. Se todos os crentes lessem de fato a Bíblia e a examinasse cuidadosamente, talvez não se deixassem enganar por tantos falsos pastores evangélicos que existem por ai.

Para terminar o texto sobre Melquisedeque, eu quero externar aqui a minha opinião sincera sobre o tema: Não acredito e nem creio ser ele sacerdote do Deus Altíssimo. Para mim se trata de um adendo que fizeram no passado para dar respaldo sobre o dízimo que Abraão teria dado ao mesmo em torno dos despojos dos mortos da guerra.

( Lembrem-se todos os crentes: Até o Soberano Deus da terra, dos céus e de todo o Universo se identificou para Abraão quando pediu Isaque em holocautos, lembram ? ).
DAVID PESSOA DE BARROS ( Pesquisador bíblico )

JACÓ PAGOU DÍZIMO AO SENHOR...?

JACÓ PAGOU DÍZIMO AO SENHOR...?

AUTOR:
DAVID PESSÔA DE BARROS.


INTRODUÇÃO:

Não existe provas nem dentro nem fora da bíblia que fale que Jacó tenha alguma vez pago ou dado o dízimo que prometera à Deus. Existe provas abundantes que Deus fez Jacó ser um dos homens mais ricos daquela região. Desde quando saiu da casa de Labão, na Mesopotamia, já era bastante rico e sua riqueza se multiplicara ainda mais pela vontade soberana do Senhor o nosso criador. .

Ora, em vez de falarmos de dízimo, vamos falar de doar, de dar, de entregar à Deus a décima parte das riquezas que recebera. Existe um grande silêncio sobre esse tema. Mas, se pergunta: como Jacó poderia entregar dízimo ou uma doação de dez por cento ( 10% ) à Deus, se naquela época não havia ainda a figura do sacerdote e nem de profetas ? Não havia ainda a instituição do dízimo, não existia ainda a Lei Mosaica, não havia nenhum dispositivo sobre esse assunto entre os povos de Deus ?

Existem muitos autores evangélicos e muitos livros dicionaristas alegando que Jacó poderia ter dividido os dez por cento ( 10% - na prática o dízimo prometido ) com as pessoas mais pobres, inclusive, entre os seus criados ( na verdade seus escravos ). Ele não o fez. Mas Deus por sua oniciência e onipresença, já sabendo do coração de Jacó, resolveu puni-lo antecipadamente. COMO ? Jacó sob o comando de sua mãe REBECA pecou contra Deus e contra seu pai Isaque, que se aproveitando de sua quase total cegueira, devido o avançado estado de vida, o enganou, recebendo em lugar de Esaú, a bênção que era dirigida para seu irmão.

QUAL FOI O CASTIGO ? Foi também enganado por Labão, que em vez de entregar a filha mais velha ( Raquel ) como sua verdadeira esposa, inclusive, por ser a mulher que ele amava de todo o seu coração, recebeu Léia, irmã de Raquel por mulher. E isto depois de ter trabalhado sete(07) anos de graça para o sogro. ( Gen. 29: 21-25 ). É como diz um velho ditado: “ Quem faz aqui, aqui mesmo paga “ .

SEGUNDO CASTIGO: Ao voltar para casa de seu pai não teve o direito de ver mais a sua mãe, a quem muito amava, ela já tinha falecido. ( Gen. 49:31 ) E, foi humilhado diante de todos os seus filhos, diante de todas suas mulheres e de todos os seus criados quando Esaú, o irmão que outrora fora enganado, o encontrou no caminho.

Vamos transcrever a mensagem humilhante que não foi por humildade mas por medo de morrer na espada do irmão. Esaú era um homem valente e de guerra:

... E disse Jacó ao seu servo, mensageiro para Esaú: “ Assim direis a meu senhor Esaú: Assim diz Jacó, teu servo: Como peregrino morei com Labão e me detive lá até agora. Tenho bois, jumentos, ovelhas e servos e servas; e enviei para o anunciar a meu senhor, para que ache graça aos seus olhos “ ( Gen. 32: 3-7 )

TERCEIRO CASTIGO: O filho que Jacó mais amava era José o que motivava ciúmes entre os demais irmãos. A inveja era tão grande que planejaram raptá-lo para depois matá-lo, tudo as escondidas de Jacó, que já estava velho e doente. E assim foi feito. Por pouco José não foi assassinado, mas, foi vendido como escravo para vendedores viajantes que passavam pelo deserto. Daí em diante a vida do velho patriarca foi de choro, de dor e de muita solidão. Só quem pode imaginar ou avaliar a dor pela perda de uma pessoa amada é quem realmente ama. ( Gen. 37: 1-3; e vers. 12-32 ).

QUARTO CASTIGO:  A TRAIÇÃO.  O pior castigo para um homem é ser traído pelo próprio filho ou pela própria filha. Seja a traição que for, será sempre uma traição. Todavia, a traição sofrida por Jacó foi uma das piores. Rubem, seu filho primogênito, aproveitando o momento em que seu pai se dirigia ao campo, talvez para olhar suas pastagens, entra na cabana de uma de suas mulheres ( Bila ) e com ela mantém relação sexual. Este tipo de pecado era castigado com a morte. Tenho um ligeiro pressentimento que Jacó não levou isto ao conhecimento público, preferiu fazer como fez Maria, a mãe de Jesus, que sofreu todo tipo de descriminação do marido, mas nunca abriu a boca para defender-se. Se Jacó falasse o que Rubem praticara, com certeza ele seria apedrejado até a morte. ( Gen. 35: 22 ).

Quero adiantar ainda que os filhos de Jacó, exceto José e Benjamin, eram dados a prática de violência. Basta lembrarmos do que fizeram com o Príncipe de Siquém quando pediu em casamento a única filha de Jacó, DINÁ. Um jovem Príncipe, filho do Rei de Siquém, cujo nome era Hemor.

Ora, o Príncipe, realmente errou ao deflorar DINÁ logo no seu primeiro encontro, mas, depois, procurou recuperar o que tinha praticado com ela, pedindo-a em casamento a Jacó. Havia entre os povos Israelitas a prática da circuncisão. Ato de sangramento e de muitas dores, porque, o homem teria que cortar através de uma pedra o prepúcio do pênis, era a aliança que se fazia entre os povos de Abraão e Deus. E, Jacó então usou desse recurso para impedir o casamento da filha com aquele Príncipe que não era da linhagem de Israel, e disse: Eu te darei minha filha como mulher, se primeiro você circuncidar a sua carne, para se tornar como um de nós. Sabia Jacó que ele não seria capaz de fazer o que estava lhe pedindo. Mas, as coisas não saíram como Jacó pensou. 

O Rei Hemor, pai do Príncipe Siquém vendo seu filho se submeter aquele sofrimento e sabendo que tudo era fruto daquele grande amor que seu filho sentia para com a jovem Diná, filha de Jacó, resolveu o próprio Rei se submeter também a circuncisão e determinou que todos seus familiáres e todos aqueles seus criados também fossem circuncidados para se tornarem povo de Deus e assim ver o filho receber o seu grande amor. Assim aconteceu, segundo registra a Bíblia Sagrada.

Houve o casamento e grande festa, porém, os dois irmãos de Diná, SIMEÃO E LEVI, não satisfeitos e não concordando com o que o pai fizera, arquitetou durante a noite um plano diabólico e, juntou-se a um bando de criados e pela madrugada invadiu o Palácio Real de Siquém matando a golpes de espada o Princípe, que já era seu cunhado, o pai do Príncipe e todos os familiares da linhagem real. Não satisfeitos roubaram as maiores riquezas que existia na corte, os gados e todos os animais do campo. Levando de volta a irmã Diná para casa, como se tivesse vingado a honra da jovem. Não permitiram com esse gesto criminoso que a irmã gozasse a verdadeira felicidade ao lado do homem que amava, o seu marido.

Não respeitaram nem a vontade soberana do seu pai, o que era lei na época. E Jacó segundo relato bíblico muito chorou com o gesto de seus dois filhos, por matarem pessoas inocentes e por terem também impedido A felicidade da sua única filha. ( Leiam Gen. 34: 1-24 e 25 a 31 ).

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